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Verão animal: cuidados com aves, répteis e pequenos mamíferos

Com a chegada do verão e o aumento da temperatura, a atenção com os nossos melhores amigos aumenta também. Mas e os cuidados com aves, répteis e pequenos mamíferos também devem ser diferenciados? Quem nos dá dicas especiais é o médico veterinário André Saldanha. Continue a leitura para um verão animal!

Banho de sol merece atenção especial

Quem não gosta de um banho de sol? Assim como nós, nossos amiguinhos também gostam e precisam da exposição solar. No entanto, é preciso estar atento aos horários e conforto térmico para que o banho de sol não seja prejudicial.

O primeiro cuidado é em relação ao horário: banho de sol no máximo até às 11h ou após às 15h e um espaço com sombra para o animal se acomodar se sentir muito calor. Para aves e roedores, atenção especial com as gaiolas, que devem ficar com uma área ao sol e outra à sombra, pois com espaço limitado, esses animais precisam ter uma alternativa para se proteger.

Para os répteis que são mantidos em ambiente externo também é preciso garantir áreas mais frescas, com sombreamento adequado e água fresca sempre à disposição. Além disso, é importante verificar os pisos a que o animal terá acesso: pisos de cimento e pedra podem esquentar muito durante o dia, causando lesões nas patas, ventre e cascos dos animais. Cuidado também com a drenagem do terreno, pois períodos chuvosos podem causar inundações e poças que colocam o animal em risco. Vale lembrar ainda que para viver em áreas externas, o réptil já deve ter porte adequado para conseguir lidar com as condições ambientais.


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Outra recomendação especial é sempre manter água fresca e limpa, considerando que a demanda hídrica nesse período é maior. O ideal é trocar a água dos bebedouros ao menos duas vezes por dia e cuidar para que potes não fiquem embaixo dos poleiros, por exemplo, para evitar que caiam alimentos ou sujeiras.

Aves também gostam de um refrescante banho, mas é preciso cuidar para que a água esteja limpa e que a banheira seja colocada somente nos dias e horários mais quentes, para que a ave tenha tempo de se secar naturalmente.

Temperatura certa? Cada um na sua

A boa ventilação do ambiente é essencial para equilíbrio da temperatura e qualidade do ar. No entanto, correntes de ar diretamente sobre aves, por exemplo, podem comprometer sua saúde causando problemas respiratórios. Isso vale também para uso de ventiladores e ar-condicionado. É preciso que as gaiolas tenham uma parte coberta, funcionando como um “corta-vento”, evitando assim as correntes de ar.

É essencial consultar o médico veterinário sobre a temperatura ideal para a espécie do seu animal e assim oferecer as condições ambientais corretas. Uma chinchila possui conforto térmico próximo dos 22º C, temperatura que é considerada fria para os twisters, por exemplo. Já os coelhos toleram bem uma temperatura em torno de 30ºC. É importante ressaltar que coelhos e pequenos roedores são ineficientes no resfriamento corporal por meio do suor, então precisam modular a respiração e buscar pisos de azulejo ou pedras mais frescos para equilibrar a temperatura.

A manutenção de répteis em terrários também exige atenção: se ficarem expostos ao sol em demasia, podem ocorrer picos de temperatura e consequentes lesões ou, até mesmo, óbitos.  O ideal é utilizar termohigrômetros que indiquem a máxima e a mínima temperatura e umidade ao longo do dia e assim poder avaliar se as condições estão ideais para a espécie. Animais de floresta precisam de temperatura amena a alta e alta umidade, enquanto espécies desérticas preferem temperaturas altas e baixa umidade. Além disso, alguns animais se adaptam melhor a placas ou pedras aquecidas, outras a lâmpadas de aquecimento.


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Que tal um sorvetinho?

Calor lembra sorvete, não é mesmo? Pois essa delícia também pode ser oferecida para seu PET. Escolha a fruta de preferência dele e congele inteira ou batida. Além de nutritivo e refrescante, é uma ótima maneira de entreter o animal. Mas cuidado para oferecer somente frutas adequadas à espécie e lembre-se que é fundamental manter a alimentação balanceada prescrita para ele.

No verão animal é comum ocorrer uma pequena redução na alimentação, mas é preciso estar atento e consultar o médico veterinário se a mudança for brusca. Já para os répteis, que têm o metabolismo modulado pela temperatura ambiental, o apetite pode aumentar, especialmente naqueles que vivem em ambiente externo, como iguanas e jabutis.

Verão pede muita atenção com a saúde

Temperaturas altas podem gerar quadros graves nos animais, nem sempre tão evidentes, por isso os cuidados com temperatura do ambiente e banho de sol são essenciais. Uma insolação, causada por exposição solar inadequada pode ser fatal, especialmente em chinchilas, coelhos e porquinhos-da-índia.


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Coelhos e roedores também correm risco de sofrer uma estase intestinal, que ocorre devido a um consumo inadequado de água, alimentos e feno associado ao estresse térmico do animal. O quadro inicia com a redução no consumo de alimentos e água, evoluindo para pouco volume de fezes ou fezes menores e mais secas, até o animal ficar apático e parar de se alimentar e defecar. A doença pode ser fatal, então quanto antes diagnosticada e tratada, melhores as chances de recuperação.

Além disso, vale lembrar que doenças respiratórias podem ocorrer se os animais forem inadequadamente expostos a correntes de ar, ventiladores ou ar-condicionado. Cuidados com temperatura, exposição ao sol, hidratação e dieta balanceada são essenciais para prevenir doenças. E, ao primeiro sinal de alteração, consulte um médico veterinário especializado.

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