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Transtorno comportamental em PETs: o mal do século

A cada dia os PETs estão mais presentes em nossas vidas, inseridos em nossas casas, nossa rotina e nossa família. Alguns já viraram nossos filhos, não é mesmo? Vamos abordar sobre a Síndrome de Ansiedade por Separação, um transtorno comportamental que vem sendo cada dia mais estudada devido ao seu grande impacto no bem-estar tanto do animal, como do tutor. Continue lendo para entender o que é essa doença e como podemos solucioná-la.

O que é Síndrome de Ansiedade por Separação (SAS)?

A Síndrome de Ansiedade por Separação, ou SAS, é uma doença comportamental que se manifesta tanto em cães quanto em gatos, sendo mais comum em cães do que em gatos.

A SAS é um dos tipos de ansiedade patológica que se caracteriza pela apresentação de um conjunto de comportamentos, podendo ser isolados ou associados. O animal manifesta reações diversas ao ser separado da figura de apego, que pode ser uma pessoa (tutor) ou outro animal.

Os comportamentos mais comuns são:

  • Reatividade anômala, quando o PET agride sem motivo aparente;
  • Vocalizações excessivas, caracterizadas por latidos, choros, uivos ou miados;
  • Fazer xixi e cocô em lugares inapropriados;
  • Comportamentos destrutivos, como morder objetivos e mobiliários, arranhar portas e paredes ou escavar;
  • Autolimpeza excessiva e automutilação, causando dermatites por lambedura, feridas na pele, queda de pelos ou outros tipos de ferimentos;
  • Estereotipias, quando o animal apresenta padrões motores repetitivos, sem função aparente, como girar em torno do próprio corpo;
  • Frequência respiratória elevada;
  • Tremores;
  • Salivação intensa;
  • Anorexia;
  • Vômito;
  • Diarreia.

É importante prestar atenção se esses comportamentos são apresentados somente na ausência da figura de apego, pois a SAS é específica neste ponto. Há alguns outros transtornos comportamentais de ansiedade que podem causar problemas comportamentais similares. A observação do tutor é de fundamental importância para que o médico veterinário possa clinicar a SAS de forma efetiva, já que o diagnóstico é feito baseado em histórico clínico e anamnese.


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Fatores de pré-disposição a doença SAS

A SAS é multifatorial, isso quer dizer que depende de vários estímulos agindo ao mesmo tempo para poder causar a doença. Para isso acontecer, são necessários fatores predisponentes nos animais, nos tutores e no ambiente. Quando há associação, o PET apresenta os comportamentos indesejáveis que já citamos acima.

Alguns dos fatores de pré-disposição nos animais são:

->  Idade do animal: animais novos tem maior predisposição a apresentarem a SAS;

-> Idade de adoção: PETs que não tiveram o tempo de 7 semanas de vida respeitados para a adoção tendem maior propensão a SAS, já que sofreram o desmame e a nova ambientação (duas formas de estresse) juntas, não tendo o apego seguro da mãe;

-> Origem do animal: animais resgatados ou animais que ficam por muito tempo para serem adotados tem maiores chances de desenvolver a síndrome;

Quando falamos dos aspectos do tutor, são citados os fatores de sexo e personalidade como os mais importantes. Ainda há bastante controvérsia quando falamos do sexo, mas há bastante estudo relacionado a personalidade do tutor. Tutores com comunicação mais efetiva e estabilidade emocional tendem a ter menor predisposição de SAS em cães e gatos.

Ainda existem os fatores ambientais, que são:

-> Relacionamento social com outros animais: PETs que brincam com outros PETs aprendem melhor sobre convivência e tem menos tendência a contrair a síndrome, manifestando menores índices de estresse e ansiedade;

-> Relacionamento social com o tutor: quando se fala em brincar com o tutor, há um estudo bem interessante. Tutores que brincam com os pets até 30 minutos após a chegarem em casa causam efeitos de hiperexcitação, podendo causar a SAS. O ato de brincar em outros horários do dia não estão relacionados com a SAS e são até indicados como momentos de prazer e atividade física, minimizando os índices de ansiedade.

-> Treinamento de obediência básica: cães adestrados e disciplinados tendem a menor predisposição já que conhecem a rotina da casa e estão orientados sobre quais lugares podem frequentar, onde fazer xixi e cocô, causando menor índice de distúrbio de separação.


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Tratamento da Síndrome de Ansiedade por Separação

Para tratarmos a SAS, o envolvimento do tutor é essencial. Os distúrbios de comportamento precisam de alteração na rotina do PET, do tutor e do ambiente.

Os animais que têm suas necessidades atendidas (emocionais, psicológicas e de ambiente) apresentam um bom prognóstico e chegam a ficar totalmente curados.

Como cada animal manifesta um sintoma ou comportamento diferente, os tratamentos são totalmente específicos e direcionados para cada caso clínico e um médico veterinário especialista em comportamento animal pode auxiliar nos melhores métodos. O que é consenso é que a terapia comportamental, enriquecimento ambiental e uso de medicamentos ansiolíticos tratam a síndrome e estabilizam o animal a ponto de alguns sintomas desaparecerem.

Terapia Comportamental

As mudanças no comportamento e na rotina dos PETs (e do tutor) podem sozinhas já solucionar grande parte dos problemas e algumas das melhores são:

  • Somente brincar com o animal quando ele estiver relaxado, evitando brincar assim que chegar em casa e dando preferência para quando a demanda é do tutor e não do PET;
  • Evitar comportamentos repetitivos de rotina antes de sair de casa, como calçar sempre os sapatos e tirar as chaves do mesmo lugar. E se for difícil, fazer essa rotina e não sair de casa, causando engano no PET;
  • Ignorar a presença do PET por pelo menos 30 minutos antes da ausência e por 30 minutos assim que chegar em casa;
  • Estimular e recompensar comportamentos positivos, como calma e relaxamento, com petiscos e carinho;
  • Evitar brigar com o animal assim que chegar em casa, caso ele tenha cometido algum comportamento negativo, como urinar fora do lugar, evitando o reforço negativo da ausência.
  • Para os gatos, privá-los do ambiente em que ele está apresentando o comportamento da síndrome pode auxiliar bastante, como evitar que ele tenha acesso a cama que ele está urinando etc.

Para estimular os animais ainda mais a serem calmos, o enriquecimento do ambiente é bem importante. É uma forma de promover aos PETs à saciedade de seus instintos mais primitivos, explorando as brincadeiras.  Dar ao PET brinquedos para roer, arranhar, cavar e até mesmo destruir e condicioná-los de que com os brinquedos é permitida a bagunça, pode auxiliar bastante e até minimizar ao máximo os sintomas da SAS.


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Terapia medicamentosa

Em casos extremos, há necessidade de uso de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos e estes só devem ser administrados se estiverem em conjunto com as outras terapias, pois não apresentam um bom resultado como terapia única.

Há indicação de uso de feromônios tanto de apaziguamento quanto de demarcação para minimizar o uso de terapias com medicamentos e evitar ao máximo os efeitos colaterais.

Lembrando, tutor, que o médico veterinário é o único profissional habilitado para avaliar e prescrever qualquer tipo de tratamento para o seu PET.

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