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Catarata em Cães: Sintomas, Diagnóstico e Opções de Tratamento

Catarata em Cães Sintomas, Diagnóstico e Opções de Tratamento

A catarata em cães é algo com o qual se deve tomar bastante cuidado! Especialmente porque cachorros são mais suscetíveis que gatos e do que outros animais de estimação para desenvolverem problemas oculares.

É preciso estar atento aos sinais e entrar em contato com um profissional da área ao menor sinal de problema. Afinal, a catarata é um problema que se desenvolve na medida em que não é descoberto ou, simplesmente, negligenciado.

Sintomas de catarata em cães

No início da catarata em cães, o animalzinho pode ter uma série de mudanças comportamentais, como o receio de se mover da forma com que se movia anteriormente e dificuldade em reconhecer pessoas do convívio.

Sintomas de catarata em cães
Fonte/Reprodução: original

Também não é incomum que o animal comece a se mover de modo estranho, às vezes com passos altos ou baixos demais. Ele também pode começar a esbarrar em objetos ou paredes ou ter dificuldade de se localizar mesmo dentro do lar.

Alterações no comportamento visual

Um dos principais sintomas da catarata em cães é a alteração do tamanho e do formato da pupila, causado pela formação da “película” da catarata. Também pode ocorrer a formação de círculos azulados ao redor dos olhos.

Olhos turvos ou opacos

De longe, esse é o principal sintoma, porém também costuma ser um indicativo de que a catarata já está bem desenvolvida. A “película” formada pela doença faz com que os olhos se tornem turvos, opacos e esbranquiçados com o passar do tempo, e se tornem levemente amarelados quando a catarata atinge um estado mais maduro.

Mudanças no comportamento relacionadas à visão

Além disso, os olhos do cão podem ficar mais úmidos e emitir uma secreção ou lágrimas constantemente, e também podem desenvolver uma sensibilidade muito grande mesmo para luzes fracas.

Também é comum a presença de “manchas” na visão, a presença de “auras” e “estrelas” ao redor de luzes, e a perda do contraste na visão. Em casos raros, pode haver a presença de “objetos fantasmas”, manchas que parecem objetos ou pessoas distantes, o que pode tornar o animal agitado.

Causas comuns de catarata em cães

Como toda doença, o surgimento da catarata em cães é algo multifatorial e não deve ser atribuída a uma única causa, e até mesmo o período da vida do cão em que a catarata surge pode influenciar alguns pontos.

Algumas doenças, como, por exemplo, a uveíte, podem facilitar o surgimento de catarata em cães, assim como impactos na região do olho. No entanto, apesar de ser multifatorial, existem algumas causas que são bastante comuns quando se trata da catarata, e que podem contribuir grandemente para o surgimento da doença.

Fatores genéticos

Talvez esse seja o principal fator. Existem certas raças de cães que têm maior propensão ao desenvolvimento de catarata, como, por exemplo, o Husky Siberiano, o Golden Retriever e o Poodle. Se um dos pais do seu cão teve catarata, há grandes chances de que ele também tenha catarata.

Idade avançada

Com uma expectativa de vida aumentada, os corpos dos cães, que envelhecem e se desgastam muito mais rápido do que os nossos, podem adquirir muitos problemas, especialmente nos olhos.

Dessa forma, cães mais velhos, graças a diminuição da imunidade natural e da própria perda de vigor que é decorrente da idade, também acabam mais propensos a desenvolver não apenas catarata como também outros tipos de doenças oculares.

Diabetes como causa subjacente

A diabetes é uma das maiores vilãs quando se trata de facilitar o desenvolvimento da catarata. Animais que possuem essa doença e não a tratam da maneira adequada têm altos riscos de desenvolver catarata.

Diagnóstico veterinário

Apesar dos sintomas diversos que surgem quando a catarata em cães começa a se manifestar, a única maneira de ter certeza é levar seu pet ao veterinário para que ele possa realizar o diagnóstico adequado.

Isso ocorre tanto por meio de uma análise geral quanto por meio de exames específicos que visam aferir a qualidade da visão do seu cãozinho, verificar se não há nenhum tipo de dano aos olhos, entre diversas outras coisas.

Exames oftalmológicos específicos

Exames feitos a tonometria e o Teste de Schirmer são os mais comumente utilizados para diagnosticar a catarata. No entanto, a oftalmoscopia e biomicroscopia também podem ser usados para esse fim.

Tratamento medicamentoso e conservador

É importante frisar que não há cura medicamentosa para a catarata, porém na grande maioria dos casos, a catarata em cães tem cura cirúrgica, ou pode, no mínimo, ter seu avanço impedido para conservar um alto grau de visão no seu animal de estimação caso ele não possa ser submetido ao procedimento cirúrgico necessário.

Esse tratamento costuma ser feito por meio de medicamentos que visam retardar a progressão da doença, ou melhorar a qualidade de vida do cão, o que impede que outras condições se desenvolvam a partir da catarata.

Uso de colírios ou medicamentos para retardar o desenvolvimento da catarata

As formas mais comuns de medicamento para impedir o avanço da catarata em cães são os colírios e os medicamentos anti-inflamatórios, além de colírios e medicamentos que impeçam o surgimento de outros problemas que podem derivar da catarata, feito o glaucoma.

Cirurgia de remoção de catarata

É possível que o médico veterinário apresente a cirurgia de remoção de catarata como uma forma de restaurar a visão e a qualidade de vida do seu animal de estimação, especialmente em casos onde a catarata já tomou boa parte da visão.

Há alguns pontos, porém, que precisam ser levados em conta antes da realização da cirurgia, especialmente quando há algum tipo de comorbidade ou condição que possa afetar a recuperação do bichinho após a cirurgia.

Avaliação da adequação para a cirurgia

A saúde geral do cão, o quão desenvolvida está a catarata, a presença de outras condições oculares, além da própria idade e condição física geral são alguns dos critérios avaliados no momento de prescrever ou não a cirurgia. Quando o cachorro se encontra debilitado por alguma razão, sempre é melhor optar por algo menos invasivo.

Procedimento cirúrgico detalhado

A cirurgia de remoção de catarata é chamada de “facoemulsificação”, e na realidade, ela aspira a lente do olho que está coberta pela catarata. A partir daí, existem duas coisas que podem ser feitas: no primeiro caso, apenas se remove a lente e a cirurgia está completa. A visão do animal será um pouco turva, no entanto, ele seguirá enxergando. Esse procedimento costuma ser o menos custoso.

No segundo caso, aspirada a lente danificada pela catarata, ela é substituída por outra, sintética, que restaura a visão em mais de noventa por cento. Apesar de ser o procedimento ideal, pode ser bastante caro.

Outra técnica, que é menos usada, chama-se “extração extracapsular do cristalino”. A ideia é a mesma: remover a lente coberta pela catarata. No entanto, nesse caso, esse processo é feito manualmente. Por ter uma recuperação mais longa e problema, opta-se utilizar essa técnica apenas em casos onde a catarata já está muito madura.

Recuperação pós-cirúrgica

A recuperação da cirurgia de catarata leva pelo menos um mês, e exige um acompanhamento constante com o seu médico veterinário para garantir que nenhum problema pós-cirúrgico ocorra.

Cuidados pós-operatórios e reabilitação

Durante o pós-operatório e a reabilitação da cirurgia de catarata em cães, é necessário que o seu animalzinho fique em repouso o máximo possível, evite brincadeiras agitadas e também contato com outros animais, além da necessidade de estar sempre em um ambiente limpo, e do uso do colar elizabetano.

Cuidados pós-operatórios e reabilitação
Fonte/Reprodução: original

Além disso, também é feito uso de antibióticos e anti-inflamatórios para prevenir o surgimento de infecções ou outros problemas. Lembre-se de sempre ministrar os medicamentos nas doses prescritas e no horário adequado.

Uma vez que a recuperação esteja completa, não é necessário fazer nada além dos cuidados padrão que você já tem com o animal e levá-lo ao veterinário regularmente. Assim, é feito um acompanhamento e se previne o surgimento de possíveis outros problemas.

Manejo da catarata em cães diabéticos

De modo geral, a cirurgia de catarata em cães diabéticos é usada somente em último caso, pois a diabetes atrapalha muito na recuperação cirúrgica, mesmo quando a doença do cão está sob controle.

Dessa forma, o risco de infecções, inflamações e afins aumenta muito, pois a cicatrização já está naturalmente prejudicada pela diabetes e a imunidade do animal geralmente já está mais baixa em decorrência do procedimento cirúrgico.

Opta-se, em casos onde a visão não está tão gravemente prejudicada, pelo manejo medicamentoso e por uma tentativa de contenção da doença. Por mais que seja desagradável e incômodo, um cão que tenha menos de trinta por cento da visão prejudicada ainda pode ter uma boa qualidade de vida.

Porém, em casos extremos de catarata, onde mais de trinta por cento da visão está prejudicada, pode ser necessário realizar uma cirurgia mesmo com os riscos comumente associados a ela.

Cuidados domiciliares e prevenção

Infelizmente não há uma forma certa de prevenir a catarata em cães justamente por se tratar de algo que tanto surge naturalmente com a idade do animal, quanto com algo relacionado a fatores genéticos. No entanto, ao fazer um acompanhamento regular com o seu médico veterinário, é possível detectar logo no início e impedir que a doença progrida.

Quando você tem um animal que sofre desse tipo de problema, é necessário tomar cuidado extra com a casa. Pôr grades que impeçam o animal de se aproximar de uma piscina, não deixar objetos frágeis em locais de fácil acesso, não alterar o local dos móveis para não prejudicar o senso de localização do cachorro, etc.

Também é muito importante evitar ao máximo deixar o animal sozinho, e não deixá-lo em ambientes externos, como quintal ou rua sozinho, pois as chances de ele se perder ou se machucar são muito altas. Brinquedos pequenos, que podem ser facilmente engolidos, também devem ser descartados para que o cão não o engula por acidente.

Impactos no comportamental animal

Para o cão que sofre de catarata, a doença é algo bem complicado. Ele pode se tornar mais agressivo devido à sensação de desconforto e a dificuldade de reconhecer os rostos das pessoas e de outros animais.

É possível também que o cão passe a se alimentar pouco, por não conseguir enxergar direito a comida e a bebida, além do risco maior de acidentes por já não ter noção real do ambiente que o cerca.

Não é incomum também que o animal se torne mais ansioso, agitado e inquieto, pois ele já não consegue compreender bem o ambiente que o cerca visualmente, mesmo com outros sentidos mais aguçados.

Consulta e acompanhamento veterinário contínuo

É imprescindível o acompanhamento veterinário contínuo, uma vez que é por meio dele que se pode detectar a doença com antecedência e procurar impedir o seu avanço, para que seu cão tenha qualidade de vida sem a necessidade de um procedimento cirúrgico.

E em caso de cães que já sofram de catarata, pode-se impedir que a doença progrida ainda mais e que outras doenças que podem surgir a partir da catarata apareçam e prejudiquem ainda mais a visão do seu animal de estimação.

Ver nossos pets com problemas feito a catarata sempre causa aperto no coração, mas é preciso lembrar que o problema é tratável e eles podem manter uma vida digna. E na hora de comprar os colírios e medicamentos do seu cãozinho, lembre-se que na DrogaVET você encontra o que há de melhor para a saúde e qualidade de vida dele!

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