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Leptospirose em cães: o que é, como prevenir e tratar

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Tutor, o assunto da pauta de hoje é sério e extremamente grave. Falaremos da leptospirose, uma zoonose com alto poder destrutivo no organismo dos animais, e que possui ação sistêmica, ou seja, pode causar problemas e falências em vários órgãos. Os sinais clínicos se manifestam em alta intensidade, e em poucos dias o quadro de saúde do animal pode se agravar de maneira abrupta.

No verão, o cuidado e a atenção com a leptospirose deve aumentar. Devido às fortes chuvas típicas da época, muitos rios e bueiros transbordam, fazendo com que a água contaminada com a Leptospira – a bactéria da leptospirose – possa entrar em contato de maneira mais fácil com humanos, caninos, bovinos, suínos e equinos, entre outros mamíferos silvestres.


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Embora seja uma doença grave e com chances de levar o animal a óbito, existem formas de prevenção sólidas e tratamentos eficazes atualmente. Continue a leitura e descubra informações importantes sobre a leptospirose.

 

Como ocorre a transmissão?

A leptospirose é uma doença bacteriana, sendo a Leptospira o agente infeccioso. Ela se desenvolve no organismo dos ratos de bueiro, que constantemente estão em contato com sujeira, fossas e esgotos. A leptospirose atinge principalmente o fígado e os rins, trazendo aspectos típicos da doença, como a cor amarelada das mucosas

A transmissão normalmente acontece por meio da urina do rato, que pode ser propagada pela água de rios, córregos e relacionados. Quem mora em casas deve ter atenção redobrada: os ratos podem entrar nos quintais de casa e, assim como os próprios cães, podem urinar para marcar território. Um dos grandes problemas nesse sentido é que a ração do seu cachorro pode ser o destino de um rato esfomeado, que marcará seu território diretamente na comida do pet. Nesses casos, o risco de infecção é alto, pois a doença é contraída através da penetração da bactéria nas mucosas –  boca, língua, olhos e ferimentos abertos.

 

Em quanto tempo a leptospirose pode matar?

É difícil cravar um tempo exato, uma vez que varia muito da raça, porte, idade e imunidades do animal que contraiu a doença. Entretanto, um quadro de uma semana a dez dias com a leptospirose já pode arremeter a uma situação da doença bastante avançada para aqueles de grande porte, e de quatro a sete dias para os menores.

 

Sintomas da leptospirose

Por ser uma doença sistêmica, os sinais clínicos apresentados pelo pet podem ser variados e, em um primeiro momento, associados a problemas específicos e pontuais do seu companheiro. Por isso, ressaltamos a necessidade de um olhar clínico e observador nos sintomas e hábitos do animal.

Os principais sintomas da doença, são:

  • Vômitos e diarreia;
  • Perda de apetite;
  • Febre;
  • Urina escura (cor de coca-cola) ;
  • Ulceras bucais;
  • Cor amarelada nas mucosas dos olhos e da boca;
  • Debilitação geral do animal.

A grande questão é conseguir identificar esses sintomas o quanto antes possível e encaminhar o seu amigo a um médico veterinário especializado para o diagnóstico correto e tratamento eficaz.


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Como prevenir?

Atualmente, as formas de prevenção da leptospirose são sólidas e ao alcance de todos os tutores. É importante entender e segui-las à risca, pois para essa doença, a frase “antes prevenir do que remediar” cai como uma luva:

 

Vacinação

Existe vacina contra a enfermidade, e inclusive ela faz parte do protocolo normal de vacinação para filhotes , praticado na maioria do território nacional. Porém, existem tipos e tipos de leptospirose, e a vacina não garante a proteção contra todas, e devem ser reaplicadas periodicamente sendo indicadas até a cada 6 meses em áreas de muito risco. Por isso, não deixe de colocar em prática as próximas formas também.

 

Atenção com períodos de chuva e alagamentos

Se recorrentes chuvas estão acontecendo na sua cidade e a rota de passeio com o seu cão é próximo a grandes poças, enchentes e alagamentos, rios transbordados e afins, considere deixar o passeio para uma outra ocasião. Essas situações são propícias a propagação da Leptospira.

 

Pote de ração

O pote de ração que ficam no quintal de casa, assim como outros petiscos para os pets, chamam a atenção dos ratos. Certifique-se de sempre recolher o pote de ração do seu amigão quando ele terminar as refeições.

 

Distância de ambientes inóspitos e ratos

Ruas com encanamentos de esgoto estourado, praias com faixas de esgoto, entre outras situações, podem significar o contato com a Leptospira e também com outras doenças. Ainda, o cão pode ser atraído por um rato e iniciar a caçada ao animal, bastando uma mordida para ser contaminado caso o rato em questão seja hospedeiro da bactéria. Tome bastante cuidado!

 

Tratamento

O tratamento da leptospirose é realizado com potentes antibióticos que inibem e eliminam a Leptospira. Em paralelo, medicamentos de suporte com foco nos órgãos debilitados também devem ser aplicados, assim como suplementos e uma dieta específica e especial, levando em consideração que o trato gastrointestinal possa estar comprometido.

Na grande maioria dos casos, os cães contaminados devem ser internados de forma integral ou parcial, de acordo com o estado de avanço da doença no organismo. Eles devem ficar em clínicas com estruturas especiais,  e isolados para que o contagio a outros pets não aconteça.

O diagnóstico pode ser realizado por meio da suspeita clínica do médico veterinário, seguida da confirmação via exame sanguíneo. A partir daí, o médico veterinário deve prescrever o tratamento. O acompanhamento profissional durante todos os estágios – da suspeita até a cura – é essencial.


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Devido a debilidade do organismo do animal, dores e a falta de apetite, em aliança com o grande número de medicamentos, aplicar as doses diárias pode ser um desafio desagradável para seu amigão e estressante para você, tutor. Experimente manipular os medicamentos na forma farmacêutica de biscoitinhos palatáveis que seu cão mais gosta, além de otimizar todo o processo diminuindo o número de comprimidos ou cápsulas a serem aplicados.

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