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Doença do Carrapato em Cães: Causas, Sinais e Prevenção

Doença do Carrapato em Cães Causas, Sinais e Prevenção

Há quem ache que o carrapato não oferece grandes riscos, mas a doença do carrapato em cães chega para desmistificar o assunto. O parasita não apenas pode deixar o animal de estimação muito mal, como também pode levar o cãozinho à morte.

Desde o momento de levar o cão para passear em parques abertos até o momento em que se é identificado um carrapato no corpo do bichinho. Isso porque, até a forma de tirar o parasita do corpo do cão, é importante que se tenha a técnica adequada.

Além disso, é mais do que necessário que o tutor fique atento ao clima, já que o parasita é mais fácil de ser reproduzido durante o verão. Não à toa, a doença também é conhecida como “doença do verão”.

O que é a doença do carrapato e a sua definição?

A doença do carrapato em cães corresponde, na verdade, a diversas doenças transmitidas pelo parasita. O carrapato marrom leva o nome científico de Rhipicephalus sanguineus e é ele o responsável pela transmissão das infecções que podem atingir a saúde do animal por meio da corrente sanguínea.

O que é a doença do carrapato e a sua definição
Fonte/Reprodução: original

Como se sabe, o carrapato tem a capacidade de ficar preso no corpo do animalzinho e, por meio da picada, atingir as células que atuam na defesa do organismo. Com esse “ataque”, o cão pode ter consequências sérias no pulmão, rins e fígado.

Quando o nível da doença é muito alto, a falta de tratamento adequado pode ocasionar a morte do animal. Por este motivo, o tutor deve estar atento não apenas a presença do parasita, como também em sinais que o cãozinho pode dar.

Com o risco que a doença do carrapato em cães pode causar, é sempre importante ter um médico veterinário em contato. Desta forma, ele é o melhor profissional para indicar o tratamento adequado.

Quais os agentes patogênicos transmitidos pelo carrapato?

Como dito, o carrapato possui diferentes agentes patogênicos responsáveis pela transmissão da doença do carrapato em cães. Em geral, são quatro: bactérias, vírus, riquétsias e os protozoários.

Por meio da picada, a saliva dos carrapatos pode ocasionar  doenças no cão, como a babesia, a ehrlichia,  anaplasma e borrelia. Todas possuem sinais clínicos parecidos, por isso, um médico veterinário é sempre o mais indicado para analisar cada caso e indicar o tratamento correto.

Babesia

No caso da Babesia, quem entra em ação é o protozoário Babesia canis. Ele é o responsável por atacar os glóbulos vermelhos do cãozinho, impedindo que o animal produza hemácias.

Quando o animal está com Babesiose, anemia, comportamento depressivo, amarelão, perda de peso e febre são comuns. Por isso, a observação constante ao animalzinho é um dos passos mais importantes.

Ehrlichia

Já a Ehrlichia se trata de uma bactéria transmitida pelo carrapato. Ela é a conhecida por ser a mais comum entre as doenças do carrapato em cães e tem como alvo as células de defesa do animalzinho.

Com isso, o cão fica com todo o seu sistema imunológico enfraquecido. Neste caso, a perda de apetite, manchas e olhos vermelhos, convulsões e febre podem ser os sinais mais comuns apresentados pelo animal.

Anaplasma

A Anaplasma também é uma doença comum transmitida através da picada de carrapato. Ela se trata de uma hemoparasitose que, se não tratada adequadamente, pode levar o animal ao óbito.

Os sinais parecidos com as doenças anteriores podem ser notados, como a perda de apetite. Porém, outras complicações podem ser percebidas, como secreção nasal, uveíte bilateral e epistaxe.

Borrelia

A Borrelia, também conhecida como Doença de Lyme, chega a ser tão agressiva quanto as outras quando entra em contato com o cão. Isso porque ela pode provocar lesões na pele, além de atingir o sistema nervoso central e periférico do cão.

Quais são as espécies de carrapatos vetores?

Muitos gêneros do carrapato são vetores da doença do carrapato em cães. Três são bem conhecidos, sendo o Rhipicephalus, o Dermacentor e o Hyolama. Essas espécies são conhecidas popularmente como carrapato, feijão ou marrom.

Todos esses são conhecidos por serem vetores pelo fato de que transmitem vírus, bactérias ou fungos por meio de sua picada. Um fato importante a ser alertado é que a doença do carrapato não atinge só os cães, mas gatos e pessoas, também.

Por isso, todo o cuidado com o animalzinho deve ser feito, também, para as pessoas da família. A higienização dos espaços e também corporal é mais do que importante para afastar qualquer risco da doença, seja nas crianças ou nos adultos.

Principais sinais da doença do carrapato

Os sinais mais comuns de serem notados previamente nos animaizinhos são o de perda do apetite e comportamento prostrado. Por isso, estar atento à rotina ideal do seu animal e como ele se comporta no dia a dia é essencial.

Além disso, manchas avermelhadas pelo corpo, febre, secreção nasal e olhos vermelhos também são indicativos que algum problema está ocorrendo com o animal e que pode ser a doença do carrapato.

É sempre importante alertar que qualquer indício de anormalidade no animal de estimação, é motivo para ele ser levado ao consultório veterinário. Mesmo que não seja a doença do carrapato em cães, outros problemas de saúde podem ser notados.

Como é feito o diagnóstico da doença do carrapato em cães?

Como dito, a observação do tutor referente ao animal é importante e muito necessária, inclusive no momento do diagnóstico. Isso porque o médico veterinário busca indícios da doença, em primeiro momento, procurando informações para saber se o tutor notou a presença do carrapato ou se foi com o animal em algum lugar aberto.

Ainda sem o diagnóstico preciso, o médico veterinário faz o pedido de hemograma e de outros exames que apontam com exatidão a presença ou não da doença de carrapato em cães. Após o diagnóstico, o tratamento será passado pelo médico a partir da identificação de qual foi o agente infectante. Desta forma, todo o cuidado pode ser feito por meio de medicamentos orais ou, caso necessário, aplicação de injeções na clínica.

É necessário estar atento aos dias de tratamento determinados pelo médico. Isso porque, mesmo que os sinais no animalzinho tenham passado, o tratamento deve ser feito de forma precisa e completa. Um dos tratamentos mais diferenciados é no caso da doença “erliquiose”. Neste caso, a aplicação de injeções de um fármaco antiparasitário, que deve ser aplicado a cada 15 dias no consultório médico.

Prevenção da doença do carrapato em cães

A prevenção contra a doença de carrapato em cães deve ser feita diariamente. Isso porque os carrapatos podem surgir quando menos esperar e, principalmente, no calor quando o clima favorece a sua proliferação.

Passeio em espaços abertos é sempre um alerta neste caso. Por isso, ao chegar em casa, é importante olhar por todo o corpo do animal para avaliar se há a presença do parasita ou, até mesmo de ovos.

Além do pescoço e barriguinha, lugares como dentro das orelhas e entre os dedos é comum para os carrapatos se esconderem. Por isso, a observação deve ser precisa para que nenhum detalhe passe em vão.

Uso de produtos antiparasitários eficazes

Para aumentar o cuidado, os produtos antiparasitários são ótimos aliados. Os spot-ons, disponíveis na DrogaVET, são conhecidos pela sua capacidade de eliminar pulgas e carrapatos por meio do inseticida.

Há inseticidas que podem ser aplicados diretamente no cãozinho e também as opções que podem ser borrifadas nos espaços de casa ou área em que o carrapato pode proliferar, como terrenos com mato alto, por exemplo.

Além dele, as coleiras repelentes também podem contribuir no momento de prevenção da doença do carrapato. Porém, a coleira deve ser comprada de um fabricante reconhecido para que a proteção seja ainda mais eficiente.

É necessário que o tutor esteja atento ao tamanho do item, para não ficar nem apertado e nem largo demais a ponto de incomodar o animal. Para aqueles que prezam pelo estilo, as coleiras repelentes podem ser encontradas em diversas cores e desenhos.

Controle de carrapatos no ambiente

Outra forma eficaz de prevenir a aparição de carrapato é o controle dos parasitas no ambiente. Este cuidado pode ser feito por meio da rotina diária de limpeza com o uso de produtos desinfetantes e a remoção de vegetação densa dos quintais, sejam eles pequenos ou grandes.

É sempre importante que o descarte do parasita seja feito de forma eficiente após ele ser encontrado. Por ser um parasita difícil de matar, ele pode facilmente sair de onde for jogado, no caso do lixo, por exemplo, e continuar vivo e proliferando.

Por isso, de acordo com especialistas, o indicado é colocar o carrapato no álcool ou na água fervendo. A técnica garante a morte do parasita e evita qualquer chance do parasita voltar a se reproduzir e distribuir doenças.

Além disso, toda a área onde o carrapato for encontrado, deve ser limpa com álcool, desinfetante e, até mesmo, água sanitária. Desta forma, até os ovos dos parasitas são mortos. Até porque, muitas vezes, os ovos que não são vistos se proliferam mesmo assim e, quando menos esperar, tem uma família de carrapatos vivendo em sua casa.

Quais os riscos Zoonóticos e medidas de prevenção para humanos

Nos animais, a doença do carrapato em cães e gatos pode levar ao óbito por tamanha complexibilidade ao atingir o sistema sanguíneo, nervoso ou imunológico do animalzinho. Por isso, todo o tratamento realizado por um veterinário é importante.

Se manter atento ao seu animalzinho é uma das etapas mais importantes para que o cão não sofra a picada do carrapato. Além disso, utilizar métodos que previnem e matam o parasita é essencial. Nos humanos, a doença transmitida pelo carrapato é a febre maculosa. Ao notar uma picada de carrapato e sintomas como febre e dor no corpo, é indicado a procura de um médico para o diagnóstico preciso.

Quais os riscos Zoonóticos e medidas de prevenção para humanos
Fonte/Reprodução: original

Ainda segundo estudos, a doença que é pouco conhecida, pode ser facilmente confundida com outras. Desta forma, com o diagnóstico impreciso e com os cuidados errôneos, a doença pode apresentar complicações.

Sempre que houver uma picada de carrapato, o parasita deve ser retirado completamente e o local onde aconteceu a mordida, deve ser desinfectado. Após isso, é necessário manter a observação em relação aos sintomas e, é claro, se há a possibilidade de ter mais parasitas no espaço.

Importância da higiene pessoal após o contato com cães infectados ou carrapatos

Assim como é importante saber retirar o carrapato do cão, é importante estar atento com a própria saúde. Isso porque o carrapato pode transmitir a doença para o humano a partir do contato errôneo no momento da retirada do parasita do animal.

O uso de luva contribui para a prevenção. Além disso, a lavagem da mão com sabonetes apropriados e o uso do álcool em gel podem melhorar ainda mais os cuidados relacionados à doença do carrapato em cães e em humanos.

Precauções em lidar com carrapatos e animais infectados

Ao lidar com carrapatos e animais infectados, o mais importante é manter as mãos bem protegidas no caso de contato direto. Desta forma, qualquer chance de contato se torna baixa quando se faz o uso de luvas e produtos adequados de limpeza.

Todo o cuidado é pouco quando se trata da doença do carrapato em cães. Por isso a DrogaVET, juntamente com o médico veterinário, é uma ótima aliada para a compra de medicamentos manipulados ou outros produtos que previnem a doença.

Investir na saúde do animal, antes mesmo da doença acontecer, é garantir uma boa vida para o bichinho. O cuidado diário faz com que o animal viva a vida de forma leve e feliz, como deve ser!

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