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Como Agir diante de Bicheiras em Animais: Tratamentos e Prevenção Eficaz

Como Agir diante de Bicheiras em Animais: Tratamentos e Prevenção Eficaz

As bicheiras em animais são um problema que, embora seja relativamente comum –  especialmente com animais que vivem em contato com a natureza -, podem evoluir para um quadro muito grave quando não são adequadamente tratadas. 

É importante se prevenir sempre para que seus animais não se contaminem. E, ao menor sinal de problema, procurar um médico veterinário para iniciar o tratamento o quanto antes e impedir a progressão do problema. Saiba mais e aprenda a detectar precocemente essa condição!

O que são as bicheiras em animais?

Bicheiras em animais são um nome comum para um problema conhecido como miíase, que consiste na infecção do corpo por larvas de insetos voadores – normalmente moscas. Elas consomem tanto o tecido vivo quanto o tecido morto do hospedeiro, além de líquidos do corpo.

Existem formas diversas de bicheiras em animais, como a miíase hematófaga, a cavitária, a orgânica, a cutânea, furuncular, rasteira e a ulcerosa. A miíase hematófaga trata-se de uma infecção parasitária pelas larvas de um inseto, onde o alimento do inseto é o sangue do hospedeiro.

O que são as bicheiras em animais?
Fonte/Reprodução: original.

A miíase cavitária é de longe o tipo mais destrutivo e ataca a cabeça do hospedeiro. A orgânica é aquela adquirida por meio do contato com matéria em decomposição, enquanto  a cutânea (ou subcutânea) ocorre com a infecção presente na pele ou nos tecidos abaixo da pele. 

Por fim, a miíase furuncular ocorre quando, após a infecção, forma-se um furúnculo na região afetada, a rasteira ocorre quando formam-se rastros por onde passam as larvas, e a ulcerosa ocorre ao surgimento de grandes feridas.

Como ocorre?

A forma mais comum de infecção é quando uma mosca deposita suas larvas em alguma ferida, mesmo que pequena, do animal. Mas a contaminação também pode ocorrer ao entrar em contato com algum outro animal contaminado.

Outro meio comum de infecção em animais é o consumo de carne ou de algum outro tipo de alimento que esteja contaminado com as larvas. Nesses casos, é comum que a infecção atinge as mucosas da boca e a língua.

Embora atinja mais comumente animais que vivem em meios externos, a infecção também pode atingir animais que vivem dentro de casa, especialmente quando o ambiente doméstico não é higienizado com frequência e do modo adequado.

Riscos para a saúde dos animais afetados

Além de desconforto e dores extremas, as bicheiras em animais podem causar feridas enormes, perda de peso, infecções e inflamações, febre, furúnculos, diarreia, cegueira, entre uma série de outros problemas graves.

Se ela não for tratada a tempo, pode ocasionar sequelas permanentes no animal, como a já citada cegueira ou mesmo a amputação de alguma parte do corpo muito infectada, ou até mesmo causar morte.

Sinais das bicheiras em animais

Os principais sinais das bicheiras em animais são a dor e as feridas. As larvas, ao consumirem os tecidos do animal, causam dores e formam feridas, e muitas vezes na própria ferida se pode ver a larva. Essas feridas também exalam um mau odor.

Coceiras intensas, choros de dor, maior agressividade do animal justamente devido à dor intensa, perda do apetite e perda de energia também são alguns dos sinais mais comuns em animais contaminados.

Quais são as áreas propensas a bicheiras no corpo do animal?

As mucosas do animal, a língua, a virilha e as patas são regiões que costumam ser mais afetadas por esse tipo de problema. As mucosas são afetadas, pois as larvas preferem ambientes quentes e úmidos, e a língua, virilha e pata são regiões que os animais lambem constantemente, e que estão sujeitas a pequenos machucados com certa frequência. 

No entanto, qualquer local, especialmente aqueles com feridas abertas, por menores que sejam, está sujeito a infecção. Por isso é de máxima importância verificar o animal com frequência em busca de pequenas feridas.

Causas e fatores de risco

A maior exposição ao contato com moscas e outros insetos que depositam larvas é um dos principais fatores de risco. O descuido com a higiene do animal também é um dos grandes vilões e aumenta muito as chances de adquirir bicheiras em animais.

Causas e fatores de risco
Fonte/Reprodução: original.

Além disso, é essencial evitar que seu pet tenha contato com animais ou ambientes que estejam contaminados, evitar que ele tenha contato com lixo e coisas podres e manter a própria higiene do ambiente onde ele vive.

Tenha muito cuidado com o alimento que você dá ao seu pet e com a qualidade dele. Alimentos que ficaram muito tempo expostos ao relento, ou que já estão começando a apodrecer, não devem jamais serem dados ao animal, pois podem já estar contaminados com larvas e causar a bicheira.

Procedimentos de emergência

Idealmente, ao averiguar que o seu pet está com bicheiras, você deve levá-lo urgentemente ao médico veterinário da sua confiança para que ele faça uma avaliação e passe o tratamento adequado.

No entanto, caso isso por alguma razão não seja possível, há alguns procedimentos que você pode realizar para aliviar um pouco o sofrimento do animal e amenizar as coisas até que seja possível levá-lo a um profissional.

Como agir imediatamente ao identificar bicheiras em animais

O primeiro passo é isolar o seu bichinho, caso você tenha outros animais de estimação. Depois disso, avalie a gravidade, se as feridas são muito profundas, e faça o possível para manter o animal em um ambiente calmo e confortável. Obtenha o máximo de informações para transmitir ao médico veterinário posteriormente, como há quanto tempo ele está contaminado, o número de feridas, etc.

Primeiros socorros para minimizar o desconforto do animal

Com uso de luvas e outros equipamentos de proteção individual, e também o auxílio de uma pinça, você pode cuidadosamente remover larvas que estejam visíveis e fora do corpo do pet. É de máxima importância que você não tente remover as que estão dentro do corpo, mesmo que apenas parcialmente, pois esse é um processo muito doloroso e pode gerar grande estresse no animal.

Também tome muito cuidado para não esmagar as larvas, pois elas liberam toxinas que podem causar infecções e piorar ainda mais o quadro. Uma vez removidas as larvas presentes no lado externo das feridas, com muito cuidado você pode higienizar os machucados com água e sabão neutro, e depois realizar um curativo para prevenir infecções.

É importante manter atenção constante ao pet após realizar os curativos, pois ele provavelmente tentará lambê-los, coçá-los e removê-los, o que pode aumentar ainda mais a ferida e os riscos de contaminação secundária por outros microrganismos.

Consulta Veterinária

Durante a consulta, o médico veterinário irá realizar um exame clínico e fará uma observação das feridas, sua profundidade e também a gravidade das bicheiras em animais com o qual seu pet está. Esse exame visual é fundamental, e é a principal forma de avaliação das bicheiras em animais.

Consulta Veterinária
Fonte/Reprodução: original.

É possível também que ele colete amostras dos ferimentos e faça uma análise com o auxílio de um microscópio, o que ajuda a identificar o tipo de larva com o qual o animal está e também ajuda a detectar possíveis infecções bacterianas. Identificando o tipo de larva e possíveis infecções, torna-se melhor identificar o tipo de medicação a ser usada no tratamento.

Exames adicionais

Além do exame clínico, é possível que em infecções que já estejam mais agravadas se façam radiografias, ultrassonografias e testes laboratoriais para detectar a extensão da infecção por larvas e a presença de outros tipos de infecção.

Tratamentos disponíveis

Apesar de poder se tornar um problema muito grave, o tratamento mais comum é razoavelmente simples, e consiste na remoção das larvas da ferida, higienização e aplicação de pomadas, antibióticos tópicos e coisas do tipo nas feridas.

O uso de medicamentos larvicidas e antibióticos orais também é muito comum, especialmente em casos onde as larvas já atingiram regiões mais profundas dos tecidos do corpo do animal e não podem ser removidas manualmente, ou em casos onde uma cirurgia para realizar a remoção não é viável.

Opções medicamentosas para eliminar as larvas

Medicamentos como ivermectina, doramectina  e nitempiram são escolhas muito comuns para acabar com as bicheiras em animais, especialmente quando associadas ao uso de antibióticos tópicos e anti-inflamatórios para diminuir os sinais da bicheira. Analgésicos também podem ser usados a fim de aliviar as dores.

Procedimentos cirúrgicos

Em casos de bicheiras em animais muito graves, é possível haver necessidade de realizar alguns procedimentos cirúrgicos para remover tecido necrosado e também remover larvas que tenham ido para regiões mais profundas do corpo.

Recuperação pós-cirúrgica e cuidados necessários

O primeiro e principal cuidado é a higiene com o local de repouso do animal, para que outras bicheiras ou infecções bacterianas não ocorram. Evite que o animal faça atividades físicas intensas e forneça a ele uma alimentação balanceada. Também é importante mantê-lo isolado também durante a recuperação, para diminuir os riscos de infecções ou inflamações.

A administração adequada dos medicamentos nos momentos certos também é importante, especialmente dos analgésicos, larvicidas e antibióticos. Lembre-se de também trocar os curativos regularmente, e higienizar as feridas.

Prevenção de bicheiras

Para garantir que seu pet não sofrerá com as bicheiras em animais, mantenha tanto ele quanto o ambiente onde ele vive sempre limpos. Inspecione-o regularmente em busca de machucados e trate quaisquer machucados que encontrar imediatamente.

Uma vez que as bicheiras em animais mais comuns são causadas por moscas, use produtos para repeli-las, veneno ou equipamentos especiais para matar as que já entraram no ambiente.

Algumas soluções caseiras, como pôr metades de um limão espetadas com diversos cravos-da-Índia também podem ajudar a espantar essas criaturas e prevenir que elas contaminem seus animais. 

Uso de repelentes e produtos preventivos

O uso de repelentes tópicos é uma ótima opção para prevenir seu animal de ser contaminado por bicheiras, especialmente quando se tratar de substâncias mais naturais, como a piretrina. O uso de coleiras especiais para esse fim também é válido.

Mas além das pomadas e coleiras, o uso de sprays para repelir os insetos também deve ser feito, para evitar que cheguem ao ambiente, e para matar possíveis insetos que já tenham se instalado no lugar. 

Ambiente e controle de parasitas

A higienização constante dos ambientes e o uso constante de sprays e repelentes são essenciais para manter esse tipo de problema distante, e para manter seus animais sempre saudáveis.

Outros pontos ao qual se deve ter atenção especial é evitar deixar comidas, bebidas (até mesmo água) ração e coisas do tipo expostas, pois atraem insetos diversos, especialmente moscas, que podem pôr seus ovos nesses locais.

No entanto, se mesmo ao tomar as medidas necessárias de precaução o problema persistir, pode ser necessário contratar um serviço de controle de pragas e parasitas para avaliar a situação e fazer uma limpeza no ambiente. 

Frequência de avaliações veterinárias

Para animais saudáveis, que não tenham nenhum sinal de problema, a avaliação veterinária pode ser feita a cada três meses, ou até com um espaçamento maior, a depender da orientação do veterinário.

Animais já idosos ou que já tenham um histórico de problemas de saúde devem fazer um acompanhamento constante, mensal ou até mesmo semanal, a depender da gravidade do problema e também da orientação do profissional veterinário.

Todo cuidado é pouco quando se trata dos nossos animaizinhos, por isso não hesite em levá-lo ao veterinário no menor sinal de problema. E para garantir que ele está recebendo o melhor medicamento, compre os medicamentos para o seu pet na DrogaVET, a farmácia de manipulação veterinária líder no mercado!

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