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Câncer de mama em pets: novidades na prevenção e tratamento

Você sabia que o câncer de mama é um dos cânceres de maior incidência e que não se restringe apenas aos humanos? A doença  é uma das que mais acomete cães e gatos também. Por isso, separamos algumas novidades na prevenção e no tratamento do Câncer de mama em pets.

Um fator determinante é semelhança entre as espécies no que diz respeito à mutação do gene BRCA1 e BRCA2, que aumenta as chances de desenvolvimento deste tipo de câncer. Estudos recentes revelam que a mutação nesses genes também predispõe cadelas e gatas à doença. Segundo o veterinário oncologista, Dr. Bruno Roque, o teste genético ainda não é aplicado na rotina da medicina veterinária, mas acredita que em breve passará a ser usado no diagnóstico e prevenção de doenças em pets.

Enquanto isso é preciso contar com a percepção dos tutores em relação aos sinais apresentados pelos pets e aos sempre indicados check-ups periódicos. Consultas de rotina, preferencialmente a cada seis meses, com realização de exames de sangue e de imagem auxiliam na detecção precoce de eventuais tumores. A recomendada palpação das mamas, também vale para o tutor perceber a formação de nódulos nas mamas dos pets, além de verificar se há secreção anormal saindo das mamas.


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Cerca de 50% dos tumores mamários em cadelas são malignos e terão comportamento agressivo ou metastático. Nas gatas o risco é ainda maior: cerca de 90% dos tumores são malignos e agressivos, sendo que 80% costumam criar metástases no período de um ano, atingindo principalmente o pulmão. O câncer de mama geralmente ocorre em pets com predisposição genética e expostos a carcinógenos ambientas, como envelhecimento e fatores hormonais, por exemplo. Como no início a doença é assintomática, o diagnóstico pode acontecer de forma tardia, colocando o paciente em maior risco. Por isso, prevenção é fundamental: anticoncepcionais são totalmente contraindicados e a castração recomendada como melhor forma de prevenir a doença.

Castração é prevenção

Além de reduzir consideravelmente as chances de uma gata ou cadela desenvolver um tumor mamário, a castração evita ainda o desenvolvimento de piometra (infeção uterina) e os cânceres de ovário e útero que, embora mais raros (cerca de 3% a 5% dos tumores), também colocam a vida dos pets em risco. Quanto antes a castração for realizada, menores as chances da cadela ou gata desenvolver um tumor mamário. No entanto, segundo Dr. Bruno Roque, é preciso avaliar a saúde do animal de forma integral. A castração antes do primeiro cio pode prejudicar o desenvolvimento do pet, causar incontinência urinária futuramente e reduzir o papel protetor do estrógeno para outros tipos de cânceres. Para ele, o mais indicado é realizar a castração com um ano de idade, desta forma garantido o desenvolvimento completo dos tecidos do corpo e também o efeito profilático para o câncer de mama. A castração, aliás, é indicada mesmo para animais em idade adulta.


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Como tratar o câncer

O tratamento para o câncer de mama é a cirurgia, preferencialmente com retirada total de toda a cadeia mamária. Segundo o oncologista, desta forma é possível prevenir o desenvolvimento de novos tumores nas demais mamas. Caso existam tumores nas duas cadeias mamárias, o indicado é realizar a mastectomia em dois estágios. A cirurgia pode, ainda, incluir a retirada dos linfonodos, conforme avaliação do cirurgião. Já a quimioterapia é indicada apenas quando for detectado um tumor mais agressivo, com indício de metástase e comprometimento dos linfonodos.


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Carinho também é diagnóstico

O câncer de mama em pets é uma doença grave e quanto antes o diagnóstico for realizado, melhores são as chances de cura para os pets. Mesmo em animais castrados, a indicação de consultas e exames de rotina continua valendo e a palpação periódica também. Até mesmo os machos precisam ser avaliados. Embora o câncer de mama seja mais raro neles, quando ocorre é ainda mais agressivo.

A dica é aproveitar o momento de interação e carinho na barriga para palpar as mamas e verificar se não há nenhum nódulo. Para os gatos, que geralmente não apreciam o toque na barriga, pode ser um pouco mais difícil, mas o ideal é tentar acostumar o bichano com a palpação, um cuidado em forma de carinho.

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