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Hiperadrenocorticismo em PETs: como prevenir e tratar

Tutor, você sabe o que é o hiperadrenocorticismo (HAC) ou Síndrome de Cushing? Esses nomes complicados e pouco conhecidos representam uma doença que ocorre devido ao aumento descontrolado do cortisol (hormônio) produzido pelas glândulas adrenais. Essas alterações podem trazer uma série de problemas ao seu PET e, em alguns casos extremos, até mesmo pode levar ao óbito. Entretanto, o tratamento possui alta taxa de eficácia, e em alguns casos a cirurgia deve ser considerada para remoção de tumores.

A doença afeta predominantemente os cães, mas também pode ser diagnosticada em gatos, de modo que nos felinos o hiperadrenocorticismo está acompanhada da Diabetes Mellitus em 80% dos casos, em média. Caso o seu pet esteja na meia idade ou seja idoso, a atenção aos sintomas deve ser ainda maior.

Quer entender um pouco mais sobre essa doença? Continue a leitura! Vamos explicar tudo o que você precisa saber!

Entendendo o hiperadrenocorticismo

Hiperadrenocorticismo hipófise-dependente: Acredita-se que cerca de até 80% dos casos sejam manifestados desta forma. Ocorre principalmente pela presença de um tumor na própria glândula hipófise. Localizado próximo a base do cérebro. Este tipo de tumor geralmente é benigno, mas é o responsável por alterar a produção do hormônio cortisol. Nestes casos a remoção cirúrgica é feita apenas em casos de tumores malignos, pois apesar de não ter cura, a medicação é bastante efetiva e a doença é possivelmente controlada em casos de tumores benignos.


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Hiperadrenocorticismo adrenal-dependente: Ocorre de forma bem menos frequente, quando desenvolve tumor em uma ou em ambas glândulas adrenais. Nestes casos, a incidência de tumores malignos é maior, portanto exige atenção especial e o procedimento cirúrgico deve ser considerado para poupar a integridade da glândula adrenal e evitar agravamento do caso.

 Sintomas hiperadrenocorticismo

Os sintomas da Síndrome de Cushing são vários, mas é preciso estar bastante atento pois podem se manifestar apenas alguns deles. Redobre a atenção se o seu PET demonstrar:

  • Aumento no consumo de água;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Incontinência urinária;
  • Rarefação, fraqueza e perda de pelos significativa;
  • Aumento do apetite;
  • Ganho de peso;
  • Aumento da circunferência abdominal, aparência de barriga d’água;
  • Cansaço em excesso, dorme por longos períodos direto e muitas vezes modifica hábito do sono (dorme muito durante o dia e acorda a noite);
  • Atrofia muscular e frouxidão de ligamentos, predispondo lesões;
  • Pele aparência fina como papel, desidratada, predispondo a alergias em geral.

Caso você perceba que o seu animalzinho de estimação esteja apresentando alguns desses sintomas, não deixe de leva-lo ao veterinário mais próximo. A chance de ser hiperadrenocorticismo existe, assim como também é indicativo de outras doenças que devem ser investigadas com muita atenção.


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Diagnóstico hiperadrenocorticismo

O diagnóstico inicia com a suspeita clínica do médico veterinário, que pode ser motivada pelo estado do animal ou por alterações incomuns no exame de sangue. Assim, deverá ser indicado uma série de exames laboratoriais e de imagens, para a confirmação do diagnóstico de forma segura. Dependendo dos resultados, indica-se um veterinário especialista em endocrinologia para prosseguir com mais exames, indicar o melhor tratamento e acompanhamento necessário para este paciente.

Tratamento hiperadrenocorticismo

Como mencionado anteriormente, o tratamento com o medicamento adequado é bastante eficaz e indicado principalmente nos casos mais comuns desta doença, quando o tumor é benigno. Os medicamentos atualmente mais utilizados são o trilostano e mitotano.

    • Mitotano: o medicamento combate a doença por meio da destruição ou atrofia das glândulas adrenais. É um medicamento que tem demonstrado bastante eficácia, porém ocorre com frequência uma série de efeitos colaterais indesejados, como vômitos, diarreia, anorexia e até mesmo morte súbita. Desta forma sua utilização deve ser bem criteriosa e o pet deve ter acompanhamento a todo momento
    • Trilostano: o medicamento possui como objetivo final a inibição da produção de cortisol. Embora essa condição também exija atenção, pois apresenta efeitos colaterais importantes, porém de forma menos severa. Em alguns países do mundo, o trilostano é o único permitido para tratamento da HAC.

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Para veterinários

Recentemente, a DrogaVET desenvolveu um estudo sobre a eficácia do uso de trilostano para o tratamento da hiperadrenocorticismo. A medicação foi aplicada em formas farmacêuticas manipuladas e se mostrou bastante efetiva, com resultados significativos e importante melhora no estado clínico geral dos pets tratados que tinham hiperadrenocorticismo. Você pode ler o estudo na íntegra clicando aqui.

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